Este artigo é de um ilustre visitante.
Vale a pena conferir.
BRASIL, O PAÍS DO SOFTWARE
TARCISIO QUEIROZ CERQUEIRA
ADVOGADO
www.tarcisio.adv.br
"Há exatas tres décadas sou advogado especializado e atuante na área de empresas de software e serviços de informática, por uma opção consciente e como resultado de uma ação planejada que teve início em 1973, quando trabalhava como Gerente de Sistemas & Métodos da SOTREQ S/A, no Rio de Janeiro. Nesta época os computadores mais avançados para utilização em empresas eram o Burroughs B-500 e o IBM/370 - pouco maiores que uma geladeira de porta dupla. Não havia Internet, não existiam micros, PCs e, muito menos, Notebooks, CDs, DVDs e pendrives. Sequer se conhecia a palavra “Informática” – o nome era “processamento de dados”. Um CPD-Centro de Processamento de Dados funcionava na base da fita magnética, enormes panelas de discos e leitoras de cartões perfurados. Programadores e analistas usavam jaleco branco, ganhavam altos salários e almoçavam em local diferenciado no restaurante da empresa.
Desde então, venho acompanhando de perto, ou melhor, de dentro - vivenciando esta maravilha que se denomina desenvolvimento tecnológico, no Brasil e no restante do mundo.
Sou de opinião que a tecnologia de software, ou programas de computador, pode melhorar em muito a vida em sociedade, já que programas de computador tornam as coisas, quaisquer que sejam, mais fáceis de serem feitas: solucionam problemas - e problemas a solucionar é o que mais temos.
Acredito piamente que o setor de software está se tornando - e vai se tornar, cada vez mais - um dos elementos mais importantes para a economia e para o desenvolvimento de nosso País.
Costumo dizer que não faço parte efetiva de torcida de time de futebol – apenas torço para alguns bons jogadores do momento - não pertenço a qualquer associação, clube, sociedade, instituto, partido político, religião, seita ou grupamento humano que não seja a Ordem dos Advogados do Brasil - porque para se ser advogado é obrigado a inscrição na OAB. Presunçoso a ponto de parafrasear Albert Einstein, afirmo que minha postura perante a espécie humana e os grupamentos humanos é de permanente fascínio, observação, crítica - e humildade ante o reconhecimento das imperfeições de minha natureza. Esforço-me para que o resultado desta análise seja útil, um dia. Devo acrescentar, ainda, que meu Deus é o Cosmos, ou a natureza, com sua enorme sabedoria e sou adepto do software, ou programa de computador. A tecnologia que em muito pode contribuir para a redenção humana.
Acredito que a criatividade aliada ao conhecimento da tecnologia pode auxiliar enormemente na educação do ser humano e ajudar efetivamente para melhorar sua qualidade de vida, qualquer que seja a situação, desde o programa de computador que auxilia o obstetra a observar o feto em desenvolvimento e ajuda o homem a nascer mais facilmente, até o aplicativo que leva à alfabetização e ao ensino técnico-científico à distância, que auxilia na distribuição de imagens, sons e textos que visam a ilustrar e tornar mais bem informado o ser humano; o software que controla vida de doentes nas UTIs, os programas que conduzem as aeronaves com segurança aos aeroportos, que fazem os foguetes subir sem explodir, aqueles sistemas especialistas que auxiliam profissionais e empresários a melhor desempenhar suas tarefas, os programas que controlam os fornos, máquinas, folhas de pagamento e fluxos de caixa nas indústrias, os estoques no comércio e demandas nos tribunais de justiça. Sou um ardoroso defensor da informatização do Poder Judiciário, no Brasil, e da informatização dos procedimentos processuais civis e criminais, com o objetivo de promover uma Justiça mais eficaz.
Nunca tive dúvidas de que o Brasil precisava e ainda precisa investir maciçamente no setor de software e serviços. É estratégico para o desenvolvimento de qualquer nação, pois possibilita que o país se desenvolva como potência em tecnologia, além de auto-capacitar tecnologicamente e ajudar diretamente no desenvolvimento nacional.
E desenvolver software parece ser tarefa natural do brasileiro. É admirável constatar que é verdade o que dizem: temos uma aptidão específica, um certo talento para criar soluções de problemas e implementá-las na forma de programas de computador.
Exportar software desenvolvido no Brasil será, em curto prazo, muito mais fácil do que se pensa, porque lá fora já se está conhecendo uma nova capacidade do brasileiro, estabelece-se uma mentalidade altamente receptiva para o programador brasileiro e para o programa desenvolvido no Brasil. As razões do sucesso do software no Brasil são simples e óbvias: software não requer tanto investimento em capital quanto criatividade em solução de problemas humanos. O Brasil está sendo conhecido pelo seu software e pela genialidade da sua capacidade de implementar soluções.
Até agora os Estados Unidos da América era o maior país produtor e consumidor de software porque, primeiro, começaram décadas à nossa frente, segundo porque o governo investiu e investe pesado na ampliação industrial do setor e na formação de mão de obra capacitada, e, por último, o povo e as empresas norte-americanas sempre foram a maior força de demanda, capaz de incentivar investimentos. Cada cidadão norte-americano é excelente consumidor de tecnologia de programas.
A situação, entretanto, vem sofrendo mudanças naturais. A tecnologia se vulgariza em todo o mundo, torna-se barato e fácil ter acesso a informações e conseguir-se ferramentas de trabalho mais eficazes. Depois, em países como o Brasil, uma substancial parcela da população amplia-se, sai de uma situação de subdesenvolvimento e cultura meramente agrícola, com pouca expressão industrial-tecnológica e atinge o patamar - apesar da massa empobrecida do povo - de mercado produtor/consumidor equiparado, em quantidade e qualidade, ao de países desenvolvidos da Europa, como a França, a Alemanha, a Itália e a Inglaterra. A indústria de informática, como um todo, no Brasil, é um fato incontestável e a disseminação da cultura da tecnologia, apesar de localizada em uma parcela da população, deve-se, sempre, ressaltar, torna-se cada vez mais sólida.
Multidões de jovens estão, neste momento, deixando as universidades cheios de idéias para desenvolver programas e sequiosos de se estabelecer e ganhar dinheiro. Isto vem multiplicando consideravelmente a quantidade de empresas de software abertas ano a ano. Vamos multiplicar isto ainda mais, trabalhar com afinco e ter a sorte de contar com governantes inteligentes que invistam no setor, e teremos o Brasil do futuro: o País da tecnologia da informação, o País do software."
Obrigada pela colaboração e volte sempre, trazendo muita luz para nós.
Dilma Resende
Especialista em Direito Digital e TI
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Artigo impressionante.
ResponderExcluirTrabalhei com o IBM VM 370 em 93 e sei exatamente o que o colaborador quis dizer.
Torço para que a previsão dele dê certo.
Parabéns.